Pesquisadores Identificam 4.200 Produtos Químicos Plásticos Nocivos e Pedem Alternativas mais Seguras

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Nações negociam um acordo global para combater a poluição plástica, com foco nas substâncias químicas presentes em itens como embalagens e pneus, que afetam alimentos, lares e ecossistemas.
Muitas dessas substâncias químicas relacionadas ao plástico são conhecidas por representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente. No entanto, a falta de um inventário abrangente tem dificultado a avaliação completa e a mitigação desses perigos.
Novo estudo da Nature mapeia milhares de substâncias químicas presentes em plásticos e propõe estrutura para plásticos mais seguros e sustentáveis
Estudo na Nature traça panorama completo das substâncias químicas em plásticos, com foco em usos, características e riscos. Inclui tanto substâncias adicionadas intencionalmente quanto contaminantes encontrados em produtos plásticos. O estudo propõe uma base científica para identificar químicos preocupantes, promovendo plásticos mais seguros e políticas rumo a uma economia circular e não tóxica.
Os pesquisadores descobriram que os plásticos contêm mais substâncias químicas do que se imaginava anteriormente — listando 16.325 substâncias no recém-lançado banco de dados PlastChem. Cientistas identificaram ao menos 4.200 substâncias preocupantes por seus efeitos nocivos à saúde e ao meio ambiente. Elas aparecem em todos os principais tipos de plástico, inclusive os de embalagens, e todos os plásticos testados liberaram compostos tóxicos.
Plásticos contêm substâncias químicas nocivas, gerando apelos por alternativas mais seguras
“Plásticos devem ser livres de químicos perigosos desde o início”, afirmou Martin Wagner, da NTNU. “Mas estudos mostram que quase todos os plásticos os contêm, intencionalmente ou não, exigindo ação urgente.”
O estudo identifica três estratégias principais para tornar os plásticos mais seguros e sustentáveis: usar substâncias químicas mais seguras, aumentar a transparência e simplificar as composições plásticas.
Recomenda-se a eliminação de produtos químicos perigosos conhecidos em produtos plásticos, seja por meio de ações regulatórias ou por meio de medidas voluntárias dos fabricantes. Maior transparência também é essencial, visto que as empresas atualmente não divulgam quais produtos químicos são usados em itens plásticos específicos. Além disso, os plásticos devem ser redesenhados para incluir menos produtos químicos bem estudados — especialmente em produtos destinados à reutilização ou reciclagem.
“Há um impulso crescente para melhorar a segurança dos plásticos”, disse a Dra. Laura Monclús, autora principal e pesquisadora do Instituto Geotécnico Norueguês (NGI) em Trondheim. “Nossas descobertas oferecem a base científica necessária para impulsionar essa mudança e proteger melhor a saúde humana e o meio ambiente dos produtos químicos nocivos relacionados ao plástico.”
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