TEWL: Um Preditor Promissor para Recorrência de úlcera no Pé Diabético

Medir a perda de água pela pele pode prever o retorno de uma úlcera no pé diabético, Depositphotos.
Úlceras no pé diabético frequentemente representam um grande desafio no tratamento devido à sua lenta cicatrização e altas taxas de recorrência. Um estudo recente explorou uma técnica comumente usada no tratamento de queimaduras — a medição da perda de água pela pele — para avaliar seu potencial em prever a possibilidade de retorno de uma úlcera no pé.
Uma Complicação Grave do Diabetes
Úlceras no pé são uma complicação frequente e grave do diabetes, frequentemente levando a problemas de saúde prolongados e até mesmo à perda de membros. Sua persistência e tendência a reabrir as tornam uma das principais causas de amputações não traumáticas.
Cientistas adaptaram a técnica de perda transepidérmica de água (TEWL), usada em queimaduras, para prever a reabertura de úlceras no pé diabético cicatrizadas.
O estudo oferece uma ferramenta prática para avaliar o risco de recorrência de úlceras no pé diabético, destacou a Dra. Teresa Jones, do NIDDK. Identificar feridas cicatrizadas com maior chance de reabertura pode melhorar os resultados clínicos. A pesquisa busca aprimorar o manejo e a prevenção dessas complicações.
Queimaduras elevam a TEWL, causando desidratação e cicatrização lenta, enquanto em diabéticos, alta TEWL em úlceras cicatrizadas indica risco de reulceração devido à barreira cutânea comprometida.
Como o Estudo Foi Conduzido
Para testar isso, a equipe inscreveu mais de 400 adultos com úlceras no pé diabético que pareciam cicatrizadas à inspeção visual. Usando uma sonda portátil comercialmente disponível, os pesquisadores mediram a TEWL cinco vezes ao redor de cada local da ferida — posicionadas às 3, 6, 9 e 12 horas — e uma vez no centro. Os pesquisadores fizeram uma leitura comparativa no mesmo local no pé oposto, não afetado.
No estudo, o fechamento da ferida seguiu as definições da FDA para feridas crônicas e por queimaduras: recrescimento visível da pele (reepitelização) sem drenagem ou curativos por duas consultas consecutivas, com intervalo de duas semanas. Os pesquisadores monitoraram os participantes por até 16 semanas, entrando em contato semanalmente por telefone para determinar se suas úlceras haviam retornado. Eles definiram recorrência quando os participantes responderam “sim” a ambas as seguintes perguntas: “Você vê alguma secreção na ferida fechada?” e “A ferida reabriu?”.
Alta TEWL Associada a Maior Risco
Na semana 16, 21,5% dos participantes apresentaram recorrência da úlcera. Entre eles, 35% apresentaram leituras elevadas de TEWL, enquanto apenas 17% dos participantes com baixa TEWL apresentaram recorrência. De fato, pacientes com alta TEWL tiveram quase três vezes mais probabilidade de relatar uma ferida recorrente.
“Este estudo conecta resultados clínicos, como o fechamento de feridas, com objetivos mais focados no paciente, como o tempo de remissão”, concluíram os pesquisadores. “Também ressalta a importância de revisitar como definimos a cicatrização bem-sucedida — enfatizando não apenas o fechamento, mas a restauração completa da função de barreira da pele.”
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