Terremotos Lunares podem Representar Sérios Riscos para Futuras Bases Lunares

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Futuros colonizadores lunares enfrentarão riscos como falta de ar, radiação, poeira corrosiva, meteoroides e extremos de temperatura. Agora, cientistas alertam que terremotos lunares devem ser adicionados a essa lista de perigos.
Embora a ficção científica frequentemente imagine bases lunares sob ataque de naves alienígenas ou enfrentando dramáticas tempestades de meteoros, pesquisadores liderados pelo Cientista Sênior Emérito do Smithsonian, Thomas R. Watters, da Universidade de Maryland, afirmam que a atividade sísmica pode ser uma preocupação muito mais realista para futuros comandantes lunares.
Evidências da Última Visita Lunar da Apollo 17
O alerta decorre de uma análise de dados coletados durante a Apollo 17, o último pouso dos EUA na Lua, em dezembro de 1972. Os astronautas Eugene Cernan e Harrison Schmitt exploraram o vale Taurus-Littrow, na extremidade sudeste do Mare Serenitatis, escolhido por sua geologia complexa e potencial científico.

Crédito: Local de pouso da Apollo 17 NASA
Futuros colonizadores lunares enfrentarão uma longa lista de perigos – desde o ambiente sem ar e a intensa radiação cósmica até a poeira lunar corrosiva, impactos de meteoroides e oscilações extremas de temperatura entre o dia e a noite. Agora, cientistas alertam que terremotos lunares devem ser adicionados a essa lista de perigos.
Embora a ficção científica frequentemente imagine bases lunares sob ataque de naves alienígenas ou enfrentando dramáticas tempestades de meteoros, pesquisadores liderados pelo Cientista Sênior Emérito do Smithsonian, Thomas R. Watters, da Universidade de Maryland, afirmam que a atividade sísmica pode ser uma preocupação muito mais realista para futuros comandantes lunares.
Evidências da Última Visita Lunar da Apollo 17
O alerta decorre de uma análise de dados coletados durante a Apollo 17, o último pouso dos EUA na Lua, em dezembro de 1972. Os astronautas Eugene Cernan e Harrison Schmitt exploraram o vale Taurus-Littrow, na extremidade sudeste do Mare Serenitatis, escolhido por sua geologia complexa e potencial científico.

Crédito: Local de pouso da Apollo 17 NASA
Uma Ameaça de Baixa Probabilidade, mas de Longo Prazo
A chance diária de um terremoto lunar em um local é de 1 em 20 milhões, mas cai para 1 em 5.500 por ano em bases de longo prazo. Ao longo de décadas, o risco se agrava ainda mais. O design alto e pesado de futuros módulos lunares pode torná-los vulneráveis a quedas durante tremores, como já visto em missões robóticas.
Os pesquisadores admitem ter usado dados limitados, mas esperam que as próximas missões Artemis, com imagens de orbitadores de alta resolução e estações sísmicas modernas, ampliem muito o conhecimento sobre os perigos geológicos da Lua.
“Nós queremos garantir a segurança da exploração lunar e o bom uso dos investimentos”, disse Nicholas Schmerr, professor associado de Geologia da Universidade de Maryland. A lição é clara: não construa diretamente sobre uma falha ou escarpa ativa. Quanto mais distante dessas formações, menor o risco.
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