As Samambaias Podem Potencialmente Retornar a uma Forma Anterior e mais Básica

As Samambaias Podem Potencialmente Retornar a uma Forma Anterior e mais Básica

Crédito: Pixabay

A maioria das pessoas conhece a ilustração de Rudolph Zallinger, A Marcha do Progresso, que retrata a evolução humana desde o ancestral primata Dryopithecus até o Homo sapiens moderno. Embora a evolução seja um processo cativante, ela nem sempre ocorre em linha reta, como sugere a imagem de Zallinger.

A noção de que a evolução progride em um caminho unidirecional, de formas simples para mais complexas, cada uma construindo permanentemente sobre a anterior, é antiga. De acordo com a lei do paleontólogo Louis Dollo, uma vez que um organismo desenvolve uma característica especializada, ele não retorna a uma forma anterior.

Nova Pesquisa Desafia a Visão Unidirecional da Evolução

Um estudo recente publicado na revista Evolution questiona a crença antiga de que a vida evolui em apenas uma direção. A pesquisa indica que certas plantas podem ser capazes de “evoluir para trás”, o que significa que espécies especializadas podem retornar a formas mais primitivas.

O estudo se concentra na samambaia-cadeia (Blechnaceae), um dos grupos de plantas mais antigos do planeta, que remonta a antes dos dinossauros. Cientistas da Universidade do Tennessee examinaram os métodos reprodutivos da samambaia e descobriram que ela ainda mantém dois modos distintos de reprodução.

Pesquisadores descobriram que algumas espécies de samambaias-cadeia são monomórficas, utilizando um único tipo de folha tanto para a fotossíntese quanto para a produção de esporos. Em contraste, outras exibem dimorfismo, uma estratégia especializada em que tipos distintos de folhas realizam a reprodução e a fotossíntese.

Essa variação nas estratégias reprodutivas adiciona uma camada de complexidade e oferece uma oportunidade para testar a Lei de Dollo. Se a evolução fosse estritamente unidirecional, as samambaias que desenvolveram dimorfismo não retornariam à forma monomórfica mais simples.

Evolução das Samambaias

Ao analisar mais de 118 espécies com a ajuda de coleções de história natural e algoritmos de modelagem evolutiva, os pesquisadores descobriram que a evolução das samambaias “não é gradual nem irreversível”. Curiosamente, eles identificaram vários casos em que espécies de samambaias-cadeia desenvolveram dimorfismo, mas posteriormente retornaram à forma monomórfica mais simples.

Para explicar por que as samambaias-cadeia podem reverter seu caminho evolutivo, os pesquisadores propõem que a ausência de sementes em seu processo reprodutivo desempenha um papel fundamental. Ao contrário das plantas produtoras de sementes, que podem estar presas a estruturas reprodutivas complexas, as samambaias — sem sementes — podem adaptar suas folhas com mais facilidade a formas produtoras de esporos adequadas a ambientes em constante mudança.

“A evolução não tem linha de chegada. Não há um destino final ou uma forma definitiva”, afirma Jacob S. Suissa, professor assistente da Universidade do Tennessee. “Nossa pesquisa indica que nem toda especialização reprodutiva em plantas é permanente. Isso pode depender de quantas camadas de complexidade se desenvolveram ao longo do tempo.”


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