Cientistas Criam ‘Concreto Vivo’ que Repara suas Próprias Rachaduras

Cientistas Criam ‘Concreto Vivo’ que Repara suas Próprias Rachaduras

Créditos da imagem: (Simon McGill/Moment/Getty Images)

O concreto continua sendo um material de construção amplamente utilizado e altamente adaptável, mas apresenta desvantagens notáveis ​​— particularmente sua tendência a rachar devido à baixa resistência à tração. Para lidar com essa vulnerabilidade, pesquisadores têm explorado maneiras de desenvolver concreto que possa se auto-reparar, e uma nova inovação pode ser um avanço significativo.

Um Avanço na Auto-Reparação Usando Líquen Sintético

Uma equipe liderada pela engenheira mecânica Congrui Grace Jin, da Universidade Texas A&M, criou um tipo de concreto capaz de se autorreparar utilizando líquen sintético. Este novo método se diferencia dos esforços anteriores, que frequentemente dependiam de bactérias, por ser totalmente autossustentável.

“Embora o concreto auto-reparador à base de micróbios seja explorado há mais de 30 anos”, explica Jin, “o principal problema é que nenhuma dessas técnicas funciona inteiramente por si só — elas ainda dependem de um suprimento externo de nutrientes para desencadear o processo de reparo”.

Por exemplo, sistemas bacterianos frequentemente requerem a aplicação manual de nutrientes para estimular a atividade de cicatrização. Em um estudo recente liderado pela primeira autora Nisha Rokaya, da Universidade de Nebraska-Lincoln, os pesquisadores introduziram uma abordagem alternativa que vai um passo além.

A Ciência por Trás do Líquen Sintético

O líquen, que não é um organismo único, mas uma combinação simbiótica de fungos e algas ou cianobactérias, serviu de base. A equipe projetou um líquen personalizado com cianobactérias que extraem dióxido de carbono e nitrogênio do ar, combinadas com fungos filamentosos que atraem íons de cálcio e facilitam a criação de carbonato de cálcio — a mesma substância encontrada em conchas, corais e giz.

Em testes de laboratório, o líquen sintético reparou fissuras com sucesso, depositando quantidades significativas de carbonato de cálcio, unindo as fissuras de forma eficaz e impedindo danos futuros. Esse processo lembra o mecanismo de autorreparação observado no concreto da Roma Antiga, que também depende da formação de carbonato de cálcio.

Uma Solução Totalmente Autônoma

Ao contrário dos métodos bacterianos, este líquen bioengenheirado não requer intervenção humana ou alimentação adicional — ele opera de forma independente uma vez instalado. Pesquisadores veem um potencial promissor para estender a durabilidade da infraestrutura de concreto, embora ainda precisem estudar o desempenho do material no reparo de fissuras preexistentes.

O estudo mostra que é possível criar um sistema fototrófico-heterotrófico estável para o reparo autossuficiente do concreto, escreveram os pesquisadores. Ele utiliza as capacidades de dois organismos simultaneamente, eliminando a necessidade de aporte externo de nutrientes.


Leia o Arigo Oiginal Science Alert

Leia mais Vislumbre Assustador de Deimos Capturado da Superfície de Marte

Share this post