Primeira Aranha Geneticamente Editada Cria Seda Vermelha Fluorescente

Crédito: Pixabay
Cientistas da Universidade de Bayreuth desenvolveram com sucesso a primeira aranha do mundo modificada com CRISPR-Cas9 para produzir seda vermelha fluorescente. Eles conseguiram isso utilizando a espécie comum de aranha doméstica, Parasteatoda tepidariorum.
O comportamento canibal e os genomas complexos das aranhas as tornam difíceis de modificar e reproduzir em laboratório, limitando seu uso em pesquisas. Para superar isso, os cientistas desenvolveram um método CRISPR para injetar um gene de seda vermelha fluorescente em óvulos não fertilizados.
Microinjeção de Precisão e Integração Bem-Sucedida de Genes da Seda
O processo de microinjeção foi complexo e delicado. Os pesquisadores tiveram que anestesiar as aranhas com CO₂ para mantê-las imóveis durante o procedimento. Assim que as aranhas se recuperaram, foram cruzadas com machos da mesma espécie. A prole produziu seda vermelha fluorescente, confirmando o sucesso da edição genética sem afetar a produção normal de seda.
“Usar CRISPR para editar genes da seda de aranha tem grande potencial para a pesquisa de materiais. Por exemplo, poderia aumentar ainda mais a já impressionante resistência à tração da seda”, acrescentou Scheibel.
Libertando o Potencial da Seda de Aranha para Materiais Avançados e Biotecnologia
A seda de aranha é um material natural extraordinário, conhecido por sua notável resistência ao rasgo, flexibilidade, leveza e biodegradabilidade. Este avanço abre novas possibilidades para aprimorar as propriedades da seda de aranha, com aplicações promissoras em ciência dos materiais e biotecnologia.
“A capacidade de usar CRISPR para editar genes da seda de aranha tem grande potencial para a pesquisa de materiais — por exemplo, poderia ser usada para aumentar ainda mais a já impressionante resistência à tração da seda”, acrescentou Scheibel.
Além de criar seda colorida, o estudo também explorou uma técnica chamada CRISPR-KO, na qual pesquisadores “nocauteiam” ou desativam genes específicos para observar seus efeitos. Neste caso, eles miraram em um gene conhecido como so, que se acredita desempenhar um papel crucial no desenvolvimento dos olhos das aranhas.
Usando o método CRISPR-KO, a equipe confirmou sua hipótese — a desativação do gene so resultou em aranhas sem olhos. Esta descoberta avançou na genética das aranhas, confirmando o papel fundamental do gene no desenvolvimento dos olhos.
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