Robô Movido a Ar usa Física em Vez de Circuitos para Andar sobre “pernas tubulares”

(Da esquerda para a direita) Alberto Comoretto, Mannus Schomaker e Bas Overvelde, com seu notável robô AMOLF
Embora robôs de corpo mole sejam frequentemente simples e econômicos, sua movimentação normalmente depende de sistemas eletrônicos complexos. Esse não é o caso de um novo modelo desenvolvido por pesquisadores do instituto AMOLF, na Holanda, que utiliza um princípio físico para mover suas pernas infláveis automaticamente.
Design Inovador Usando Tubos Infláveis
O robô, criado por Alberto Comoretto, Mannus Schomaker e Bas Overvelde, foi construído em versões de duas e quatro pernas. Cada perna consiste em uma alça feita de tubo de elastômero com uma torção proposital.
À medida que o sistema bombeia ar para dentro do tubo, a torção se move ao longo de sua extensão e faz a perna oscilar. Esse princípio também impulsiona o movimento dos famosos “dançarinos de tubo” infláveis, frequentemente vistos em frente a empresas.
A princípio, as pernas do robô se movem de forma irregular. No entanto, em milissegundos, elas começam a se coordenar entre si e com o terreno, resultando em um movimento sincronizado. Em superfícies planas, o robô pode se deslocar a uma velocidade impressionante de até 30 comprimentos de corpo por segundo — superando outros robôs movidos a ar.
Se o robô tropeçar ou encontrar terreno irregular, ele rapidamente recupera o ritmo assim que ganha velocidade. Ainda mais notável, ao entrar na água, ele instintivamente muda para um movimento de natação para frente e para trás, graças às propriedades físicas dos líquidos.
Física em vez de Eletrônica
“Objetos simples, como tubos, podem dar origem a um comportamento complexo e funcional — se entendermos como aproveitar a física subjacente”, diz o Professor Associado Overvelde. “Não há cérebro, nem computador… mas, quando projetado corretamente, ele pode superar muitos sistemas robóticos e se comportar como uma criatura artificial.”
A equipe prevê usar essa tecnologia em aplicações como microrrobôs que administram medicamentos diretamente dentro do corpo, exoesqueletos assistivos com eficiência energética e máquinas projetadas para operar em ambientes extremos onde a eletrônica tradicional pode falhar, como o espaço sideral.
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