O Robô Abelha agora pousa Melhor Graças às Pernas Inspiradas na Mosca-guindaste

O RoboBee ostentando suas pernas inspiradas em uma mosca-guindaste – versões futuras do robô podem ser usadas em operações de busca e salvamento ou na polinização de plantas cultivadas Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas Harvard John A. Paulson
Criar um micro veículo aéreo (MAV) avançado, inspirado em insetos, é impressionante, mas não é muito prático se não puder pousar corretamente. É por isso que pesquisadores da Universidade de Harvard aprimoraram seu RoboBee com pernas longas e articuladas, modeladas a partir das da mosca-da-guindaste, melhorando significativamente sua capacidade de pouso.
O que é o RoboBee?
Para quem não conhece, o RoboBee é um pequeno robô que imita uma abelha, voando com a ajuda de asas movidas por músculos artificiais. Ele tem envergadura de menos de 3 cm e pesa apenas cerca de 0,1 grama. Embora atualmente conectado a uma fonte de energia externa e a um processador, algumas versões já são alimentadas por energia solar e totalmente sem fio.
Versões anteriores do RoboBee conseguiam realizar feitos impressionantes, como voo subaquático e pouso em paredes, mas pousar suavemente em superfícies continuava sendo um desafio. O principal problema? A turbulência do ar gerada pelas asas à medida que o robô se aproxima do solo — um fenômeno conhecido como efeito solo — frequentemente causava instabilidade.
“Antes, nossa abordagem para o pouso era simplesmente desligar o robô em pleno ar e torcer para que ele pousasse em pé”, disse Christian Chan, estudante de engenharia que liderou o redesenho mecânico.
Para corrigir isso, a equipe equipou o RoboBee com quatro pernas longas e flexíveis, inspiradas na mosca-de-guindaste. Essas pernas fazem contato com o solo antes que o corpo entre na zona de turbulência, proporcionando a estabilidade necessária. Um novo algoritmo de controle também garante uma descida mais suave, evitando quedas descontroladas.
A natureza como Fonte de Inovação Robótica
De acordo com a pesquisadora de pós-doutorado Alyssa Hernandez, o projeto destaca como o estudo da vasta diversidade da anatomia dos insetos pode impulsionar a inovação em robótica. Ela também observou que robôs como o RoboBee podem contribuir para a pesquisa biológica, permitindo que cientistas testem teorias biomecânicas de novas maneiras.
Os pesquisadores publicaram recentemente suas descobertas na Science Robotics e apresentaram o RoboBee atualizado em um vídeo de demonstração.
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