Estudo Descobre que Sono Excessivo está Associado a Maior Risco de Mortalidade

Estudo Descobre que Sono Excessivo está Associado a Maior Risco de Mortalidade

Créditos da Imagem: Pixabay

Somos frequentemente bombardeados com lembretes da mídia e das redes sociais sobre a importância de dormir o suficiente. Você provavelmente já ouviu isso antes: dormir pouco pode prejudicar seu cérebro, coração, saúde geral e até mesmo sua pele e libido.

Mas e quanto a dormir demais? Descobertas recentes que sugerem que dormir mais de nove horas pode ser mais prejudicial do que dormir pouco podem deixá-lo frustrado e sem saber no que acreditar.

É fácil se sentir sobrecarregado e preocupado.

Determinando a Duração Ideal do Sono e Suas Implicações para a Saúde

Então, de quanto sono realmente precisamos? E o que dormir bastante regularmente diz sobre nossa saúde? Vamos analisar as pesquisas mais de perto.

Assim como a dieta e os exercícios, o sono é uma parte fundamental da boa saúde.

Enquanto descansamos, nossos corpos passam por processos importantes que nos ajudam a funcionar durante o dia. Esses processos incluem reparo muscular, formação de memória e regulação emocional.

De acordo com a Sleep Health Foundation — a principal organização sem fins lucrativos da Austrália em orientações sobre o sono baseadas em evidências —, os adultos devem ter como meta dormir de sete a nove horas por noite.

Sono Curto pode Funcionar para alguns, mas a Maioria Enfrenta Problemas de Saúde

Algumas pessoas naturalmente precisam de menos horas de sono e podem prosperar com menos de sete horas. Mas, para a maioria, dormir pouco pode levar a problemas de curto prazo, como fadiga, irritabilidade, falta de foco e aumento do estresse.

Com o tempo, a privação crônica do sono representa um sério risco à saúde. Está associada a condições como doenças cardíacas, derrame, diabetes tipo 2, transtornos mentais como depressão e ansiedade, certos tipos de câncer e até mesmo morte precoce.

É bem conhecido que dormir pouco é prejudicial — mas e quanto a dormir demais?

Um estudo recente analisou dados de 79 estudos anteriores que acompanharam participantes por pelo menos um ano para explorar como a duração do sono afeta os resultados de saúde e o risco de mortalidade.

Os resultados mostraram que pessoas que dormiam menos de sete horas por noite tinham um risco 14% maior de morrer durante o período do estudo, em comparação com aquelas que dormiam entre sete e oito horas — um resultado que se alinha com os perigos conhecidos da falta de sono.

Dormir em Excesso Associado a um Risco ainda Maior de Mortalidade

Mais surpreendentemente, aqueles que dormiam mais de nove horas por noite apresentavam um risco ainda maior: um aumento de 34% na mortalidade em comparação com o grupo que dormia de sete a oito horas.

Isso corrobora uma revisão de 74 estudos realizada em 2018, que constatou que dormir mais de nove horas estava associado a um risco 14% maior de morte em períodos que variavam de um a 30 anos.

Outras pesquisas relacionaram dormir em excesso — definido como exceder a duração de sono recomendada para a idade — a problemas como depressão, dor crônica, ganho de peso e distúrbios metabólicos.

Correlação, não Causalidade

Embora isso possa parecer preocupante, é importante observar que esses estudos mostram uma correlação, não uma causa direta. Em outras palavras, dormir demais não causa necessariamente problemas de saúde ou morte prematura.

Pode haver vários fatores em jogo. Pessoas com doenças crônicas costumam dormir mais, seja porque seus corpos precisam de descanso extra para se recuperar, seja porque os sintomas e os efeitos colaterais dos medicamentos as mantêm na cama por mais tempo. Além disso, a má qualidade do sono pode levá-las a passar mais tempo tentando descansar, mesmo que o sono não seja restaurador.

Sono Prolongado pode Refletir Problemas de Saúde ou Estilo de Vida Subjacentes

Também sabemos que fatores de risco comuns para problemas de saúde — como fumar e excesso de peso — estão ligados à má qualidade do sono. Isso sugere que durações mais longas do sono podem refletir problemas de saúde subjacentes ou fatores de estilo de vida, em vez de serem a causa direta da saúde precária.

Em resumo, dormir demais pode ser um sinal de problemas de saúde, não a causa.

As necessidades de sono variam de pessoa para pessoa, e os pesquisadores ainda não compreendem completamente todos os motivos pelos quais algumas pessoas dormem mais ou menos do que outras.

Como as Necessidades de Sono Mudam com a Idade

A idade desempenha um papel. Adolescentes, por exemplo, geralmente precisam de mais sono — cerca de oito a dez horas — e naturalmente tendem a adormecer e acordar mais tarde. Adultos mais velhos podem passar mais tempo na cama, mas sua necessidade real de sono geralmente permanece a mesma de quando eram mais jovens.

Para a Maioria dos Adultos, Sete a Nove Horas de Sono por Noite é o Ideal.

Mas não se trata apenas de quantidade. A qualidade do sono e a manutenção de um horário consistente de sono-vigília são igualmente — se não mais — importantes para a sua saúde.

Muitos australianos não dormem o suficiente, então a prioridade deve ser garantir um descanso adequado, em vez de se preocupar em dormir demais.

Para melhorar seu sono, exponha-se à luz solar e mantenha-se fisicamente ativo durante o dia. À noite, mantenha uma rotina regular, evite telas antes de dormir e crie um ambiente silencioso, escuro e confortável para dormir.

Se você constantemente dorme muito mais do que o normal, pode ser que seu corpo esteja sinalizando um problema subjacente.


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