Cortes no Orçamento da NASA Eliminam Missões, SLS e Estação Espacial

Cortes no Orçamento da NASA Eliminam Missões, SLS e Estação Espacial

Crédito: O orbitador Orion da NASA

O orçamento recém-divulgado da NASA introduz mudanças importantes: a sonda espacial Orion e a estação espacial Lunar Gateway estão entre os projetos a serem cancelados. Com um total de US$ 18,8 bilhões, o orçamento reflete uma redução de US$ 6 bilhões — ou 24% —, sinalizando uma mudança nos investimentos da agência para missões tripuladas à Lua e a Marte.

Realinhamento Político e Estratégico

A proposta reflete tanto cortes do governo Trump quanto uma reestruturação das prioridades da NASA. Por décadas, a agência esteve no centro de disputas políticas e financeiras sobre o papel do programa espacial dos EUA no século XXI.

Se aprovada, a mudança mais visível será o encerramento da nave espacial Orion e do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) após a missão Artemis III, prevista para ocorrer por volta de 2027. Ambos os projetos enfrentaram atrasos significativos e estouros de orçamento, o que gerou pedidos de cancelamento em favor de alternativas comerciais mais modernas e econômicas.

Crédito: Orion é um dos projetos marcados para cancelamento ESA

A Orion já consumiu cerca de US$ 20 bilhões e continua enfrentando problemas técnicos, incluindo problemas com seu sistema de suporte à vida e escudo térmico. Enquanto isso, o SLS está com décadas de atraso e custou à NASA US$ 24 bilhões até o momento. Cada lançamento do SLS de uso único custa cerca de US$ 4 bilhões e só pode ocorrer uma vez a cada dois anos. Críticos argumentam que o projeto é uma releitura da tecnologia dos ônibus espaciais da década de 1970, com foco mais na criação de empregos do que na inovação.

Lunar Gateway Também na Berlinda

O orçamento também propõe descartar a estação Lunar Gateway, planejada como base para missões à Lua e Marte. Devido a atrasos, a estação só estaria operacional em meados da década de 2030, e os críticos consideram isso desnecessário. A NASA reatribuirá os componentes já desenvolvidos a outras missões.

Apesar desses cortes, o programa Artemis não será encerrado. Pelo contrário, o novo orçamento inclui um aumento de US$ 7 bilhões para a exploração lunar e mais US$ 1 bilhão para o planejamento de uma futura missão tripulada a Marte — uma medida estratégica, especialmente em resposta às metas cada vez mais ambiciosas da China para a exploração da Lua e de Marte.

Crédito: O foguete do Sistema de Lançamento Espacial NASA

O orçamento visa e elimina missões que a NASA considera cientificamente improdutivas em relação ao seu custo. A principal candidata é a missão Mars Sample Return, projetada para custar até US$ 11 bilhões e com lançamento previsto para 2035. Possíveis cortes incluem o Chandra (US\$ 70 mi/ano), o telescópio Roman (US\$ 3 bi) e US\$ 1,16 bi em ciências da Terra.

NASA Muda Foco para o Espaço Profundo e Parcerias Privadas

A mudança reflete pressão por foco da NASA em exploração profunda e alta tecnologia, deixando a órbita baixa e observação da Terra para o setor privado.

O orçamento também elimina projetos de aviação sustentável e direciona a atenção para o apoio à FAA na modernização do obsoleto sistema de controle de tráfego aéreo dos EUA.

Crédito: Uma nave espacial da missão de retorno de amostras de Marte NASA

O orçamento inicia a saída gradual dos EUA da EEI, prevista para desativação até 2030. Com possíveis danos estruturais, a NASA pressiona empresas a criarem estações privadas e um sistema para reentrada controlada.

A proposta prevê investimentos nas missões à Lua e Marte, com foco em ciência e tecnologia, disse Janet Petro, da NASA, agradecendo o apoio do presidente.


Leia o Artigo Original New Atlas

Leia mais O Robô-Lâmpada da Apple, ao Estilo Pixar, Mostra o Lado Amigável das Máquinas

Share this post