Somente a Luz do Sol Mantém essas Pequenas Aeronaves no Ar

Somente a Luz do Sol Mantém essas Pequenas Aeronaves no Ar

Créditos da imagem: Aeronaves leves poderiam voar na mesosfera pouco compreendida da Terra. Os dispositivos poderiam transportar cargas úteis (ilustradas) para medições meteorológicas ou redes de comunicação.

A mesosfera da Terra é frequentemente chamada de “zona de exclusão aérea”. O ar ali é rarefeito demais para aeronaves convencionais. Mas novos dispositivos ultraleves podem desafiar essa limitação, mantendo-se no ar com nada além da luz solar.

Fotoforese como Chave para o Voo na Mesosfera

Essa abordagem se baseia na fotoforese — um fluxo de gás que ocorre quando a luz atinge um objeto. O efeito é especialmente forte em condições de baixa pressão, como as encontradas na mesosfera, de 50 a 85 quilômetros acima da Terra. Em testes de laboratório que replicam essas condições, aeronaves que utilizam esse princípio foram capazes de levitar, relatam o físico Benjamin Schafer e sua equipe na Nature de 14 de agosto. O método pode abrir novas portas para o estudo da mesosfera, uma camada tão misteriosa que costuma ser apelidada de “ignorosfera”.

Planadores

Com apenas um centímetro de diâmetro e pesando menos de um miligrama, os planadores são tão delicados que segurá-los é como se não estivessem segurando nada, diz Schafer, da Universidade Harvard, e da Rarefied Technologies, uma startup em Albuquerque, Novo México, que trabalha no conceito. Uma simples respiração poderia tirá-los da palma da mão — “Se você espirrar, é melhor dizer adeus”.

Design de Queijo Suíço que Transforma Luz Solar em Sustentação

Cada planador é construído a partir de duas camadas finas e perfuradas empilhadas, assemelhando-se a fatias de queijo suíço. A camada superior é transparente, enquanto a inferior absorve a luz solar. Isso cria uma diferença de temperatura que impulsiona o gás de cima para baixo, produzindo sustentação.

Atualização

Embora projetos semelhantes já tenham sido explorados, Schafer observa que essas novas versões alcançam a maior relação sustentação-peso até o momento. Uma nave com um raio de 3 centímetros, por exemplo, poderia suportar uma carga útil de 10 miligramas, capaz de realizar sensoriamento básico e comunicação com o solo.

Esses dispositivos poderiam medir vento, temperatura e pressão na mesosfera — ou até mesmo se aventurar em territórios mais inóspitos, como a fina atmosfera de Marte.


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