Primeira Terapia para Reverter Lesão na Medula Espinhal entra em Teste Clínico em Humanos

Primeira Terapia para Reverter Lesão na Medula Espinhal entra em Teste Clínico em Humanos

Um grande avanço no tratamento de lesões na medula espinhal está se aproximando. Sendo, pela primeira vez, uma terapia com células-tronco regenerativas autorizada a iniciar um ensaio clínico de Fase I, com potencial para tratar uma condição que, até o momento, não tinha cura.

Aprovação Regulatória Global para Ensaio Clínico

A FDA (EUA) e a NMPA (China) aprovaram um estudo global para tratar lesões na medula espinhal, que afetam mais de 15 milhões de pessoas, geralmente causadas por acidentes, quedas ou lesões esportivas. Atualmente, não há cura—apenas tratamentos paliativos, deixando muitos pacientes com paralisia permanente. A empresa chinesa XellSmart obteve aprovação para testar em humanos sua terapia com células-tronco pluripotentes (iPSC), que podem regenerar neurônios danificados, visando não só reparar, mas reconstruir a área lesada.

A Urgência e a Escala do Problema

Um comunicado da XellSmart observou: “Todos os anos, a China e os EUA relatam aproximadamente 100.000 e 18.000 novos casos de LME aguda ou subaguda — quase 10 e 2 novos casos a cada hora, respectivamente”. A empresa enfatizou que a maioria dos pacientes sofre de incapacidades permanentes, o que reduz drasticamente sua qualidade de vida. Dada a capacidade regenerativa limitada do sistema nervoso central, reparar danos na medula espinhal continua sendo um imenso desafio.

Após quatro anos de pesquisa pré-clínica, este ensaio humano testa uma terapia pronta para uso, derivada de doadores, que pode ser aplicada a qualquer paciente com LME, facilitando produção e distribuição em larga escala. Com domínio avançado em subtipagem celular, a equipe minimizou riscos de rejeição ao empregar células alogênicas. O estudo realizado em parceria com o renomado Terceiro Hospital Afiliado da Universidade Sun Yat-sen, referência em lesões medulares.

Parte de um Portfólio Mais Amplo de Terapia Celular

Este estudo integra outras pesquisas da XellSmart, como terapias para Parkinson e ELA. Se o tratamento para LME for aprovado, poderá transformar vidas de pacientes com paralisia. A Fase I do ensaio clínico deve terminar em 2025, testando segurança e dosagem; se bem-sucedida, a Fase II começará em 2028. Em cinco a sete anos, a terapia pode estar disponível comercialmente. “Estamos rumo à cura, não apenas ao tratamento”, disse um porta-voz. “Oferecemos esperança real a milhões com lesão medular.”


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