Google Encomendou 200 Megawatts de Energia de Fusão para a Década de 2030

Créditos da imagem: Uma renderização do Reator Tokamak ARC da CFS, que deverá gerar 400 MW de eletricidade. Commonwealth Fusion Systems
A startup de energia Commonwealth Fusion Systems (CFS), de Massachusetts, assinou um acordo para fornecer ao Google 200 megawatts de eletricidade de sua futura usina de fusão ARC, no Condado de Chesterfield, Virgínia.
A previsão é que a instalação entre em operação no início da década de 2030, o que significa que levará algum tempo até que o Google possa aproveitar a energia livre de carbono da CFS. Desde 2021, a gigante da tecnologia apoia a CFS em um esforço para promover o que há muito tempo parecia uma forma inatingível de energia limpa.
Microsoft Aposta em um Futuro Movido a Fusão em 2028
O anúncio me lembra do acordo da Helion Energy para alimentar os data centers da Microsoft a partir de sua futura usina de fusão de 50 MW até 2028. Essa startup arrecadou mais de US$ 1 bilhão para encontrar uma maneira de gerar mais energia do que os insumos necessários para facilitar uma reação de fusão.
A CFS enfrenta, sem dúvida, o dobro da pressão para cumprir sua promessa, tendo arrecadado mais de US$ 2 bilhões desde seu lançamento em 2018. A empresa está atualmente desenvolvendo seu reator SPARC em Devens, Massachusetts, onde está testando ímãs supercondutores personalizados projetados para confinar plasma a temperaturas superiores a 100 milhões de graus Celsius dentro de um dispositivo de fusão em formato de donut, do tamanho de um armazém, conhecido como tokamak.
A Meta de Energia Líquida da SPARC Abre Caminho para uma Usina de Fusão de 400 Megawatts na Virgínia
A meta inicial é provar que a SPARC pode produzir mais energia do que consome para sustentar a reação de fusão — um marco conhecido como ganho líquido de energia, ou Q>1. Se a CFS atingir esse objetivo, planeja aplicar os conhecimentos adquiridos para construir o reator ARC no Condado de Chesterfield, Virgínia, que deverá gerar 400 MW de eletricidade.
Para colocar em perspectiva, 200 megawatts podem abastecer cerca de 200.000 residências médias nos EUA, enquanto 400 megawatts são comparáveis à produção de uma usina de gás natural de grande porte.
Embora o acordo reflita a forte confiança de um grande apoiador no CFS, o caminho a seguir está longe de ser simples. Os cientistas enfrentam um desafio formidável: usar ímãs para atingir as temperaturas extremas necessárias para fundir átomos e gerar mais energia do que o processo consome.
Atingir o ganho líquido de energia (Q>1) é apenas o primeiro passo; o CFS também terá que sustentar a reação, mantê-la estável e garantir que os componentes do reator não se degradem ou falhem durante a operação.
Portfólio de Energia Limpa do Google em Expansão Ultrapassa 8 GW em 2024
O Google vem realizando grandes investimentos globais em energia renovável desde 2010, incluindo empreendimentos em energia geotérmica e nuclear. Somente em 2024, a empresa garantiu mais de 8 gigawatts de energia limpa.
A empresa reconhece que a fusão nuclear ainda é uma aposta remota, mas considera a tecnologia uma aposta que vale a pena. Quase 50 startups com financiamento privado, incluindo a CFS, estão agora correndo para transformar a fusão em realidade nos próximos anos.
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