Relatório do CERN Confirma Viabilidade de Colisor de Partículas de 56 milhas

O futuro Colisor Circular triplicaria o tamanho do LHC.
O CERN confirmou que não há barreiras técnicas para a construção do Future Circular Collider (FCC) de US$ 17 bilhões. A diretora Fabiola Gianotti enfatizou sua importância para a liderança da física na Europa em meio à crescente competição da China. Um estudo de viabilidade apoia um túnel de 91 km (56 milhas) sob a fronteira franco-suíça, mais de três vezes maior que o LHC, que confirmou o bóson de Higgs.
Com o LHC programado para se aposentar em 2041, o CERN está planejando com antecedência. Gianotti destacou que “nenhum obstáculo técnico” foi encontrado. Catherine Biscarat, do laboratório L2IT da Universidade de Toulouse, chamou o FCC de “rico em possibilidades”, essencial para o avanço da pesquisa sobre as origens do universo e o papel do bóson de Higgs.
No entanto, as preocupações permanecem. O custo estimado de US$ 16,9 bilhões do FCC atraiu ceticismo, principalmente da Alemanha, o maior contribuidor do CERN. O porta-voz do CERN, Arnaud Marsollier, garantiu que até 80% das despesas poderiam ser cobertas pelos orçamentos existentes.

O colisor de tamanho recorde colidiria partículas com energias que poderiam revelar uma nova física.
Moradores e grupos ambientais também expressaram oposição. O fazendeiro francês Thierry Perrillat teme perder cinco hectares de suas terras, comparando a situação a “Davi e Golias”. Organizações ambientais criticam o consumo de eletricidade, o impacto climático e a escala do projeto.
Crescem as Preocupações Locais sobre o Impacto da FCC na Terra e nos Recursos
Em Marcellaz, perto de um local de superfície proposto, o ativista Thierry Lemmel questionou se o projeto justificava um investimento tão grande, dados seus resultados incertos. Alguns moradores, como Kevin Mugnier, se sentiram “atordoados” após saber como a FCC poderia afetar suas propriedades.
Outros veem benefícios. O prefeito de Ferney-Voltaire, Daniel Raphoz, apoia o projeto, citando a criação de empregos e o potencial de usar o excesso de energia do CERN para aquecimento. Ele alertou que se a Europa não prosseguir, a China o fará, arriscando o declínio científico europeu.

Centenas de metros abaixo da terra, a FCC ficaria na fronteira franco-suíça.
Os estados-membros do CERN devem decidir até 2028 se irão financiar a FCC, um projeto que pode redefinir o futuro da física de partículas.
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