Sentir o Futuro: Novo Dispositivo Vestível Imita a Complexidade do Toque Humano

Crédito: Pixabay
Os engenheiros da Universidade Northwestern desenvolveram uma tecnologia háptica inovadora que vai para além das simples vibrações e reproduz sensações tácteis complexas.
Enquanto o feedback háptico tradicional se baseia num zumbido básico, a pele humana está equipada com sensores que detectam a pressão, o estiramento e o movimento. O novo dispositivo compacto e sem fios assenta na pele e aplica força em várias direcções, criando sensações como deslizar, torcer e esticar. Esta inovação, publicada na Science, oferece uma sensação de tato mais matizada e realista.
Alimentado por uma bateria recarregável e ligado por Bluetooth, o dispositivo pode ser integrado em auscultadores de realidade virtual, smartphones e aparelhos electrónicos portáteis. Tem aplicações potenciais em experiências virtuais, tecnologia de assistência para pessoas com deficiência visual e cuidados de saúde à distância.
“A maior parte dos dispositivos hápticos limitam-se a tocar na pele”, explica o investigador principal John A. Rogers. “Queríamos criar um dispositivo capaz de empurrar, torcer e deslizar para replicar toda a complexidade do tato.”
Avançar na Haptics: Ultrapassar o desafio da deformação da pele com actuadores com total liberdade de movimento
Esta inovação aborda um grande desafio na háptica: replicar a intrincada mecânica da deformação da pele. Ao contrário das tecnologias actuais que apenas emitem vibrações, o atuador de liberdade total de movimento (FOM) da equipa pode aplicar força em todas as direcções, envolvendo diferentes mecanorreceptores na pele.
Medindo apenas alguns milímetros, o atuador contém um pequeno íman e bobinas de fio que geram forças suficientemente fortes para empurrar, puxar ou torcer. Quando dispostos em conjuntos, estes actuadores podem simular sensações como beliscar, apertar e tocar.
O dispositivo inclui também um acelerómetro para seguir a sua orientação e movimento, permitindo um feedback háptico dinâmico. Esta capacidade pode melhorar experiências como sentir texturas ao fazer compras online ou navegar em espaços virtuais. Além disso, os investigadores conseguiram mapear caraterísticas musicais em sensações hápticas, permitindo aos utilizadores “sentir” a música através de vibrações.
Ao colmatar o fosso entre as interações digitais e físicas, esta tecnologia proporciona uma experiência tátil mais envolvente e natural à realidade virtual e aumentada.
Leia o Artigo Original: TechXplore
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