Paciente Recebe Alta com Coração de Titânio Bombeando para Dentro

Paciente Recebe Alta com Coração de Titânio Bombeando para Dentro

O fundador e CTO da BiVACOR, Daniel Timms, testa o coração artificial. BiVACOR

Um homem na faixa dos 40 anos viveu por mais de 100 dias com um coração maglev artificial sustentando sua circulação. Em uma conquista inovadora, ele saiu do hospital no início deste ano, tornando-se a primeira pessoa a viver fora de uma unidade médica com o dispositivo implantado em seu corpo.

O Homem de 40 Anos 

Em 22 de novembro de 2024, médicos do Hospital St. Vincent em Sydney implantaram o Coração Artificial Total (TAH) BiVACOR para mantê-lo vivo enquanto ele aguardava um coração doador. Por 105 dias, o dispositivo funcionou como seu coração, estabelecendo um novo recorde de resistência. No início de fevereiro de 2025, ele recebeu alta do hospital, marcando um marco histórico — provando que o coração maglev poderia operar com segurança fora de um ambiente clínico. Finalmente, em 6 de março de 2025, ele recebeu seu coração de doador.

Esta conquista segue implantes BiVACOR TAH bem-sucedidos anteriores no Texas Heart Institute nos Estados Unidos. Desde a primeira implantação em julho de 2023, quatro outros pacientes usaram o dispositivo como uma ponte para o transplante, com o maior tempo de espera sendo de 27 dias antes de receber um coração de doador.

Projetando um Novo Futuro para Pacientes Cardíacos

Ao contrário dos corações artificiais tradicionais, que dependem de diafragmas de polímero flexíveis propensos ao desgaste, o BiVACOR TAH usa uma bomba rotativa eletromecânica de titânio. Um único rotor, suspenso por levitação magnética — a mesma tecnologia usada em trens de alta velocidade — move o sangue pelo sistema circulatório com atrito mínimo, aumentando a durabilidade. O dispositivo é alimentado por um pequeno controlador externo com uma bateria recarregável.

O inventor australiano do coração, Dr. Daniel Timms, expressou sua empolgação sobre o potencial do dispositivo:

“Trazer a Austrália para essa jornada e ver nosso dispositivo estender o suporte ao seu primeiro paciente australiano é incrivelmente gratificante. Décadas de trabalho estão finalmente valendo a pena.”

Um Passo Promissor em Direção ao Futuro

Embora os especialistas permaneçam cautelosos sobre se o BiVACOR TAH poderia servir como um substituto permanente para corações de doadores — já que os transplantes geralmente duram mais de uma década — seu papel como uma ponte para o transplante está se tornando cada vez mais claro.

O cardiologista Chris Hayward do St. Vincent’s Hospital enfatizou sua importância:

“O BiVACOR Total Artificial Heart está revolucionando os transplantes de coração na Austrália e no mundo. Na próxima década, essa tecnologia pode se tornar uma alternativa viável para pacientes que não podem esperar por um coração de doador ou quando um coração de doador não estiver disponível.”

A cada sucesso, o coração BiVACOR se aproxima mais da transformação do cenário do tratamento da insuficiência cardíaca, oferecendo uma nova esperança para aqueles que aguardam transplantes que salvam vidas.


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