Microplásticos Podem Acumular-se mais no Cérebro do que nos Rins ou no Fígado

Microplásticos Podem Acumular-se mais no Cérebro do que nos Rins ou no Fígado

Tecido cerebral de paciente com demência (esquerda) com reflexos de plástico (direita). (Nihart, Nature Medicine, 2025)

Um estudo recente revela que amostras de cérebro post-mortem coletadas no ano passado contêm significativamente mais microplásticos do que aquelas analisadas há quase uma década, sugerindo que essas partículas sintéticas se acumulam em órgãos vitais ao longo do tempo.

Pesquisadores liderados pelo cientista de saúde da Universidade do Novo México, Alexander Nihart, encontraram concentrações mais altas de microplásticos no tecido cerebral em comparação com rins e fígados. Dado que o fígado e os rins filtram resíduos, sua exposição a partículas circulantes deve ser maior. Esperava-se que o cérebro, protegido pela barreira hematoencefálica, tivesse concentrações mais baixas — mas mostrou até 30 vezes mais plástico.

A crescente ameaça dos microplásticos: contaminação generalizada e riscos à saúde

Desde 1950, mais de 9 bilhões de toneladas métricas de plástico foram produzidas, muitas das quais se degradaram em micro e nanopartículas que agora contaminam tudo, desde restos arqueológicos a tecidos humanos. Os impactos de longo prazo na saúde permanecem incertos, mas evidências emergentes sugerem riscos sérios. Estudos têm relacionado microplásticos em placentas a nascimentos prematuros e em cérebros de camundongos a vasos sanguíneos bloqueados. Aditivos em plásticos comuns também foram associados a milhões de mortes.

Para investigar mais a fundo, a equipe de Nihart analisou amostras de tecido de 52 autópsias conduzidas em 2016 e 2024. Cada amostra continha plástico. Quando comparados a amostras cerebrais anteriores de 1997-2013, os dados mostraram um aumento claro ao longo do tempo, refletindo a crescente contaminação ambiental. Notavelmente, amostras cerebrais de pacientes com demência tinham concentrações maiores de plástico, embora ainda não esteja claro se os microplásticos contribuem para a neurodegeneração.

(Raubenheimer, Química Internacional, 2025)

Apesar das crescentes preocupações, a pesquisa sobre os efeitos dos microplásticos na saúde continua limitada. Enquanto isso, a produção de plástico continua a aumentar. Até 2040, os plásticos podem ser responsáveis ​​por 95% do crescimento líquido da demanda por petróleo, agravando ainda mais o problema. Cientistas enfatizam a necessidade urgente de uma investigação mais profunda sobre como esses poluentes persistentes afetam a saúde humana.


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